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China como líder solar mundial e os efeitos no mundo


Recentemente a Solstício Energia enfrentou uma situação surpreendente: todos os nossos fornecedores estavam sem módulos fotovoltaicos para vender em contrapartida aos projetos em curso que contam com data de entrega.

Como assim não há módulos fotovoltaicos no mercado? Afinal, a energia solar fotovoltaica é a renovável que mais cresce no mundo e as instalações de micro e minigeração no Brasil se expandem a nível exponencial! A princípio acreditava-se que era um problema local, ocorrendo apenas no país. Contudo, com a questão se repetindo com diferentes fornecedores, ficou claro que o problema vinha de fora: da China.

 

Da China para o mundo

A indústria fotovoltaica chinesa permanece na liderança do mercado, produzindo componentes a uma taxa que atende mais do que toda a demanda mundial, principalmente com células e módulos. Com o potencial aparentemente positivo, é preciso olhar de perto para o mercado chinês a fim de entender o que está acontecendo.

Em Junho, a China contava com um total de 101,82 GW em capacidade instalada, sendo que 24,4 GW foram instalados somente no primeiro semestre de 2017. O objetivo do governo em alcançar 110 GW até 2020 com certeza será alcançado antes do previsto.

Panorama do mercado fotovoltaico chinês em gráfico; energia solar china

Panorama do mercado fotovoltaico chinês

Analisando mais internamente, esse mês termina a primeira fase de um projeto da Agência Nacional de Energia da China. A iniciativa buscava instalar 12,6 GW em sistemas fotovoltaicos pelo sistema feed-in tariff, no qual os usuários ganham um bônus por cada unidade de energia exportada. Ou seja, as concessionárias de energia compram essa eletricidade a valores acima do mercado, estabelecidos pelo governo.

Outros projetos de incentivo à fonte no país estão chegando perto do prazo de validade. Por isso, há efeitos de ordem brusca no mercado, fornecimento apertado (especialmente para paineis monocristalinos) e aumento de preços ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
Como o programa de incentivo via feed-in tariff  será alterado com uma redução no final do mês, o mercado deve normalizar em breve. O comércio sofrerá com a grande demanda interna chinesa durante o mês de Agosto, mas é apenas uma situação passageira.
energia solar china; foto de dois instaladores com um sistema fotovoltaico; ao fundo, paisagem urbana.

Fonte: Getty Images

Outros players

Além da situação da China, outras questões balançaram o mercado fotovoltaico no último mês no outro lado do globo.

“A Suniva, empresa fabricante de módulos dos EUA que está falida, entrou com reclamação na  U.S. International Trade Commission (USITC) por políticas de dumping de empresas chinesas.” comentou Pedro Carneiro, diretor de marketing da Solstício Energia. “Isso pode resultar em futuras medidas de protecionismo no país, colocando um preço-base que seja competitivo com as indústrias nacionais. Essa incerteza tem causado efetivação das compras que estavam pendentes, já que pode gerar uma mudança que vai encarecer os módulos.”

A prática do dumping consiste na venda de produtos no mercado externo a preços muito baixos, a fim de conquistar mercado. Considerada uma ação ilegal no comércio exterior, a acusação feita pela empresa norte-americana carrega peso negativo contra o líder chinês.

Alguns especialistas, como Paul Nathanson da Energy Trade Action Coalition, não validam a tentativa da Suniva. Em artigo da PV Magazine, Nathanson afirma que “este caso não é sobre a proteção de empregos solares nos EUA. É uma tentativa de duas empresas que tomaram decisões comerciais precárias para recuperar fundos perdidos para seu próprio ganho financeiro – tudo em detrimento do resto da indústria fotovoltaica”.

Ainda assim, o processo está correndo e a insegurança sobre a possível repercussão do caso, também aumentaram as compras de módulos a níveis não esperados.

E como fica o Brasil?

Foto tirada diagonalmente à um sistema fotovoltaico na qual pode-se ver seis começos de fileiras de paineis solares.

Foto: Divulgação – Amazonas Atual

De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica, existem 51 usinas fotovoltaicas em operação no país e mais 106 empreendimentos estão em fase de planejamento ou construção. Ainda há um longo caminho a ser percorrido, com grande potencial de crescimento na fonte do país. Com a popularização da  energia solar fotovoltaica no país, tudo aponta para um mercado que está se fortalecendo.

Na geração distribuída, os números impressionam. Em Agosto de 2016, o Brasil contava com 5 031 unidades consumidoras. Os números para o mês atual contabilizam 13 240 unidades.

Ou seja, em apenas um ano a quantidade de pessoas que instalaram um sistema fotovoltaico mais que dobrou.

Com a consolidação do mercado no Brasil, o panorama caminha para um futuro em que oscilações como a enfrentada atualmente não afetem tanto o mercado interno.

 

Quer conhecer a solução fotovoltaica? Entre em contato com nossa equipe!

 

Fontes: PV Magazine , Solar Quarter e Aneel

 

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