O próximo líder em armazenamento de energia

24 julho de 2017

Armazenamento de energia será a chave para a nova estratégia energética do Reino Unido

 

Com o anúncio feito pelo Departamento de Energia sobre um financiamento de pesquisa de £246 milhões, o Reino Unido será pioneiro em inovação energética através de baterias residenciais.

 

O Reino Unido se tornará um dos melhores lugares do mundo para a inovação do mercado de energia elétrica por conta de uma sacudida das regras da indústria, abrindo caminho para a instalação de baterias em casas e através da rede elétrica, prometeram os ministros.

Greg Clark, o secretário de negócios, disse que uma rede elétrica nacionais mais flexível foi a chave para ir além do um quarto de energia que é fornecido hoje por fontes renováveis e por manter as contas de energia do consumidor baixas, evitando a necessidade de pagar por melhorias caras nas linhas de transmissão.

As baterias e a capacidade das empresas reduzirem a demanda elétrica residencial e comercial automaticamente – como por exemplo, reduzir a temperatura do ar condicionado quando os moradores de uma casa estão fora – estão no cerne de um plano publicado pelo governo e a agência reguladora de energia, Ofgem.

O Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial também anunciou £246 milhões de financiamento para pesquisa e desenvolvimento, incluindo a criação de um centro nacional de baterias.

“Sabemos que, no futuro, o potencial para energia renovável será muitas vezes limitado pela sua intermitência. Então sabemos que a capacidade de armazenamento de energia é a chave para a implementação dessas fontes.”, disse Clark em Birmingham, enquanto apresentava os primeiros passos importantes da estratégia industrial do governo.

A Ofgem disse que o uso da tecnologia para reduzir a demanda de pico e evitar o custo dos reforços para as redes de energia economizaria de £ 17 bilhões a £ 40 bilhões até 2050. O regulador disse que as 29 mudanças na regulação de energia anunciadas na segunda-feira, que entrarão em vigor nos próximo 18 meses, também deve encorajar novos participantes tecnológicos no mercado de energia.

Greg Clark afirma que uma rede mais flexível é a chave.

 

Foto de um homem branco e cabelos castanhos, vestido com um terno azul marinho, camisa azul claro e gravata vinho. Ele usa óculos de uma armação fina e está segurando um tipo de fichário com uma capa bordô e um insígnia dourada. O quadro pega o homem da cintura para cima e ao fundo vê-se árvores levemente borradas pelo desfoque. Foto no post sobre líder em armazenamento de energia.

Greg Clark; Fotografia: Niklas Hallen/AFP/Getty Images

Andrew Burgess, um sócio da Ofgem, comentou sobre aparelhos inteligentes que poderiam desligar a eletricidade automaticamente em horários de pico, tornando possível que empresas agreguem a energia solar de telhados e vendam essa energia para a rede elétrica local quando necessário.

“Para consumidores individuais, acredito que as oportunidades ficam para as empresas emergentes, as Amazons e Netflixes do mundo, que estão entrando em um setor tradicional e oferecem formas diferentes de engajamento dos consumidores”, disse ele.

O governo também lançou o Desafio Faraday, prometendo £246 milhões para pesquisa em baterias, sendo que £45 milhões serão utilizados para criar algo como um instituto nacional de bateria, focando no avanço da tecnologia de armazenamento de energia e na redução de preço dos equipamentos.

“O trabalho desenvolvido nesse instituto impulsionará a revolução automotiva e energética, e o Reino Unido já está liderando o mundo nesse sentido”, disse Clark.

Ele acrescentou que esse centro nacional de armazenamento de energia seria uma maneira adequada para marcar o 150º aniversário da morte de Michael Faraday, cientista que realizou trabalho pioneiro em eletricidade.

Fonte: The Guardian

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