Energielabor: laboratório pioneiro em energia solar fotovoltaica

04 abril de 2017

Saiba mais sobre um dos sistemas fotovoltaicos mais antigos da Alemanha, que já ultrapassou em mais de dez anos sua vida útil.

Muitas vezes o que se ouve é que a vida útil de um sistema fotovoltaico é de 25 anos. Porém essa é apenas uma expectativa do fabricante. Um sistema bem dimensionado, de boa qualidade e bem cuidado pode durar mais de 30 anos, como é o caso dos módulos presentes no Energielabor, um laboratório da Universidade de Oldenburg na Alemanha. O sistema fotovoltaico no Energielabor é o mais antigo do país e provavelmente um dos mais antigos do mundo ainda em operação.

Foto aérea P&B de um prédio com cerca de dois ou três andares em meio a vegetação e outros prédios menores.

Energielabor: o laboratório nos anos 80

Os 336 módulos da Universidade de Oldenburg criaram a oportunidade de analisar a vida útil de células solares, assim como estudar o cálculo de eficiência econômica dessa tecnologia. Os módulos já passaram em mais de dez anos o “prazo de validade” e, ainda que não tenham o mesmo desempenho, continuam gerando eletricidade para o laboratório.

Verifica-se que existem dois fatores principais que limitam a vida útil dos sistemas fotovoltaicos: as características do semicondutor utilizado na célula solar e a proteção contra intempéries ambientais e acidentes. Para as células de Oldenburg o material usado foi o silício, um semicondutor durável e que não sofre muitas alterações ao longo do tempo. Ainda hoje o silício é o metal que compõe grande parte dos paineis fotovoltaicos.

No que diz respeito à proteção, o uso de coberturas de vidro, conexões de cabos e revestimento plástico são necessários, mas devem ser analisados periodicamente. Afinal, assim como qualquer outro produto, o sistema tem seu processo de degradação!

Para compreender o real estado dos módulos do Energielabor, e criar precedentes sobre a vida útil de sistemas fotovoltaicos, foram feitas medições contínuas em laboratório . Os resultados foram surpreendentes, como reportado pela Universidade de Oldenburg.

Em artigo publicado, concluiu-se que “prevendo os desvios habituais das especificações do fabricante, que são destinadas a um desempenho operacional ideal pouco realista, após 35 anos de operação os módulos exibiram apenas alterações mínimas em relação aos parâmetros-chave.”.

Foto de um gramado com uma estrutura de metal e painel no canto direito da imagem. Ao centro, uma construção retangular de um andar tem a lateral coberta por paineis.

Energielabor atualmente

São estudos como esse que fazem com que a energia solar fotovoltaica seja mais competitiva e ganhe mercado. Desde a instalação do sistema de Oldenburg houveram grandes avanços no campo da energia fotovoltaica. Os módulos disponíveis atualmente são quase duas vezes mais eficientes que os do “Energielabor” e os custos de implementação e da eletricidade gerada pela tecnologia diminuíram consideravelmente. Assim, o potencial de desenvolvimento é visível.

O crescimento do mercado no ano de 2015 foi equivalente a toda a capacidade acumulada instalada dos últimos dez anos. A energia solar fotovoltaica é a fonte renovável que mais cresce em capacidade no mundo além de ser a que mais emprega novos postos (Renewables 2016: Global Status Report – REN 21). E o Brasil não fica para trás, apresentando dados incríveis na geração distribuída. O número de novas instalações de micro e minigeração registrado em 2017 está quase alcançando o número total do ano anterior.

É dessa forma, com estudos, pesquisas e incentivos, que a energia solar fotovoltaica tem sua participação no mercado mundial, sendo uma das soluções para a transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável.

Vem fazer parte dessa mudança com a gente!

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