Residencia Solar Fotovoltaica na Alemanha

Custo da energia solar é o mesmo que energia convencional na Alemanha, Espanha e Itália

22 abril de 2014

Em algumas das maiores economias da Europa, custo da energia solar já compensa a instalação dos painéis fotovoltaicos.

Post traduzido de: Reuters International

 

A energia solar fotovoltaica agora tem o mesmo custo que a energia gerada por modos convencionais na Alemanha, Espanha e Itália, mostra estudo da consultoria Eclareon. O estudo cita também que os altos custos de instalação impedem outros países de alcançar a paridade com o sistema solar.

Uma análise feita pela empresa de consultoria Eclareon, a pedido de um grupo internacional de interesses em energia sustentável, revelou qual é a dimensão dos sistemas de energia solar integrados ao mercado energético. Foram-se os tempos em que a eletricidade produzida por painéis solares custava bem mais que a energia gerada de formas convencionais. Alemanha, Itália e Espanha alcançaram essa igualdade.

 

CUSTO DA ENERGIA SOLAR COMPENSA INSTALAÇÃO DE PAINÉIS

“Em países como Itália e Alemanha, com a igualdade de preços e regulamentação apropriada, sistemas FV (fotovoltaicos) para consumo próprio representam uma alternativa viável, sustentável e com bom custo-benefício” diz David Perez, parceiro na empresa Eclareon e responsável pelo estudo.

 

CUSTO DA ENERGIA SOLAR NA PONTA DO LÁPIS

Como parte do estudo, pesquisadores observaram um sistema solar padrão de 30 kilowatts e levantaram seu “custo normatizado de energia” (CNE). O CNE leva em conta todos os fatores que contribuem para o custo total da eletricidade, como instalação, manutenção, depreciação e investimento.

Eclareon analisou o CNE de energia solar no Brasil, Chile, França, Alemanha, Itália, México e Espanha. A empresa descobriu que o CNE tem caído por todo o mundo nos últimos anos,  de forma menos acentuada em países que já possuem uma estrutura solar bem estabelecida como Itália, Alemanha e Espanha. O avanço no Chile e México ainda são dificultados pelo alto custo de instalação. No Brasil, o estudo cita a resolução 482 da ANEEL como uma ótima ferramenta regulatória, mas que os custos de financiamento e a redução nas tarifas de eletricidade em 2012 diminuem a competitividade.

A Alemanha tem liderado os esforços em busca de energia verde na Europa após decidir desativar todas as usinas nucleares do país, após o desastre de Fukushima no Japão em 2011. Já em 2012 as usinas solares alemãs produziam um recorde de 22 Gigawatts de energia elétrica, cerca de 50% de todo o consumo do país.

“Nunca antes um país produziu tanta energia fotovoltaica. A Alemanha se aproximou da marca de 20 Gigawatts nas últimas semanas. Mas essa foi a primeira vez que a ultrapassamos” disse Norbert Allnoch à agência Reuters

O governo Alemão tem enfrentado duras críticas por abandonar a energia nuclear, pois precisou ativar mais usinas a carvão para compensar a queda na produção elétrica. Atualmente, a energia gerada por meios renováveis corresponde a 25% de todo o sistema elétrico do país, frente aos 7% nos anos 2000. O governo alemão tem planos para aumentar esse percentual para 45% até o ano 2025

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Com os aumentos na tarifa elétrica, é apenas uma questão de tempo até que a energia solar seja mais competitiva do que a energia convencional. Nosso palpite é que na próxima edição do estudo, em 2015, o Brasil esteja no mesmo grupo de Alemanha e Itália.